sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A primeira fase do primeiro turno do primeiro campeonato do ano

O título desse post, meio truncado e repetitivo, é perfeito para definir o Gauchão que, tradicionalmente, é isso mesmo: um torneio de partidas truncadas e resultados finais repetitivos. Ou dá Grêmio, ou dá Inter, com raríssimas exceções. E este não parece ser um ano de exceção. Do interior só o Ypiranga de Erechim e o Santa Cruz mostraram um futebol acima da média, e mesmo assim sem vencer o time da capital que enfrentaram (no caso, o Inter). O Veranópolis, único interiorano que venceu algum da Dupla, o fez sobre os reservas do Grêmio, o que tira metade da graça.

Nunca saberemos o que aconteceria se o Brasil de Pelotas, que aparentemente vinha formando o time mais promissor de fora de Porto Alegre, não tivesse sofrido a tragédia em janeiro, mas com os resultados mostrados até agora pode-se afirmar: segue fraco, o nosso interior. Nem por isso o campeonato está sendo menos apaixonante. Zebras de um jogo sempre poderão acontecer, e se esse um jogo for em mata-matas, já poderemos estar diante de uma história diferente - a raridade desses fatos no estadual do Rio Grande é o que os torna mais especiais quando acontecem.

No mais, a primeira fase do primeiro turno do primeiro campeonato do ano, chamada pelos torcedores vulgarmente de Primeira Etapa da Taça Fernando Carvalho do Campeonato Gaúcho (todos os termos são usados nas conversas de bar, evidentemente), destruiu um pouco a ideia de que o Grupo 1 tinha pequenos mais fortes que o Grupo 2. As condições extraordinárias do Xavante contribuíram demais para esse cenário, mas mesmo um Brasil bem não seria capaz de afirmar a tal superioridade daquela chave. Depois de confrontados os times de um grupo com os do outro, a pontuação de cada grupo é respectivamente 82 e 91 unidades - e a diferença sobe para treze pontos a favor do Grupo 2 quando tiramos os pontos da Dupla Gre-Nal.

Mas paremos de enrolar com visões gerais e analisemos, time a time, o que foi visto no Gauchão até agora. Várias das partidas do turno que acompanhamos no estádio estarão linkadas ao longo dos textos (para quem AINDA não se deu conta: no novo desenho, os trechos com links são os em preto e negritados). A poética foto que ilustra o post foi roubada do ClicRBS, tirada antes da partida São Luiz 0-1 Inter em 28 de janeiro, por Daniel Marenco. Aos times:

GRUPO 1

1º Internacional – 20
8 jogos, 6 vitórias, 2 empates, 0 derrota, 19 gols feitos, 4 gols sofridos
Maior vitória: Internacional 5-1 Caxias (15/02)
Pior derrota: -

O Inter começou o campeonato mal. Tecnicamente. Os resultados prestavam, foram sete pontos nos primeiros nove disputados, mas as atuações, convenhamos, eram decepcionantes. Jogava pouco mais que nada o Inter do início do Gauchão. Mas vencia. Quando resolveu jogar bola, só podia dar nisso: único invicto, dono da melhor defesa e do segundo melhor ataque do estadual. Embalado pelos gols de Taison, destaque do Gauchão até aqui, o Colorado converteu o Beira-Rio num terror de interioranos (foram TREZE gols nos últimos TRÊS jogos em casa) e garantiu facilmente o óbvio primeiro lugar. De quebra, venceu também o Gre-Nal de Erechim, isolando-se com a melhor campanha do primeiro turno e obtendo a vantagem de disputar todas as partidas eliminatórias da Taça Fernando Carvalho dentro de casa. Por ora, preocupa mais a derrota em Rondonópolis pela Copa do Brasil do que os oponentes do estadual.

2º Veranópolis – 12
8 jogos, 4 vitórias, 0 empate, 4 derrotas, 13 gols feitos, 15 gols sofridos
Maior vitória: Veranópolis 3-1 Grêmio (04/02)
Pior derrota: Santa Cruz 3-0 Veranópolis (07/02)

Um time que perde metade das partidas que disputa não pode ser exatamente bom. Mas um time que vence a outra metade desses jogos não pode, igualmente, ser tachado de ruim. Esse é o paradoxo do VEC no Gauchão 2009: um time instável ao extremo, capaz de perder em casa para o São Luiz levando gol de Maurício numa rodada e vencer o Grêmio com hat-trick de Dinei três dias depois. Felizmente para o time da serra, os interioranos do seu grupo não justificaram as expectativas de antes do campeonato e acabaram se revelando mais fracos que os não-portoalegrenses da chave 2: ninguém além do Inter teve saldo de gols positivo no Grupo 2 e, os 12 pontos do VEC, que o deixariam em quinto lugar na outra chave, nesta o colocaram em segundo. Bom, mas não tão bom.

3º Novo Hamburgo – 12
8 jogos, 3 vitórias, 3 empates, 2 derrotas, 10 gols feitos, 11 gols sofridos
Maior vitória: Novo Hamburgo 2-0 Caxias (04/02)
Pior derrota: Novo Hamburgo 1-5 Grêmio (01/02)

Frustrante, o Noia. Antes do campeonato, o time compartilhava com o Brasil de Pelotas a condição de maior candidato de fora de Porto Alegre e Caxias do Sul a fazer coisas grandes. O Xavante foi vitimado pelo acidente, mas o gastador Novo Hamburgo não tem qualquer desculpa: não honrou o poder anunciado. Obteve resultados sólidos, perdeu pouco, classificou-se, não é?, porém esteve muito longe de encantar e se destacar como fenômeno do interior – mesmo que Novo Hamburgo nem seja o “interior” propriamente dito. Para efeitos de comparação, fiquemos com as atuações e resultados do Ypiranga e do Santa Cruz, esses sim times que encheram os olhos dentre aqueles que não costumam brigar pela fatia maior do bolo.

4º Juventude – 11
8 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 3 derrotas, 5 gols feitos, 5 gols sofridos
Maior vitória: Juventude 2-0 São Luiz (15/02)
Pior derrota: Grêmio 2-0 Juventude (12/02)

O Juventude é o time mais CHATO desse Gauchão. E não se usa o adjetivo para dizer que a equipe incomoda: seus jogos são verdadeiros soníferos. A equipe é ruim, portanto marca poucos gols e tem o pior ataque da competição, mas possui uma noção razoável de defesa, assim consegue manter a segunda meta menos vazada do Estado. A soma de ambos resulta em 10 gols vistos (entre feitos e sofridos) em 8 partidas, o número mais baixo entre todas as equipes da primeira divisão. O Juventude de 2008 já não era grande coisa, mas por abortos da natureza conseguiu atingir a final (onde levou um 8 a 1 condizente com o tamanho da sua qualidade). O Juventude de 2009 é pior, precisará de mais reza se quiser ir longe, e continuando com esse futebolzinho não só deixará de subir pra Série A nacional como brigará para não cair para a C. Mas os times brasileiros só contratam o péssimo técnico PC Gusmão para ter o prazer de mandá-lo embora. E demiti-lo, como o Ju fez nesta semana, sempre será um bom começo para tentar melhorar.

5º Esportivo – 10
8 jogos, 2 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 9 gols feitos, 13 gols sofridos
Maiores vitórias: São José 2-3 Esportivo (28/01) e Sapucaiense 2-3 Esportivo (08/02)
Pior derrota: Grêmio 5-0 Esportivo (24/01)

Esse Grupo 1 foi tão abaixo do esperado que até uma equipe PATÉTICA como é esse Esportivo de Bento Gonçalves conseguiu brigar para passar de fase até a última rodada. Oquei, estou sendo preconceituoso: a verdade é que estou até hoje com a imagem da equipe do início do Gauchão, que não tinha preparo físico, não sabia se defender, e ainda atacava em desordem plena. Serei sincero ao afirmar que desconheço como esse time evoluiu a partir da metade do primeiro turno, mas só duas vitórias paridas em difíceis placares de 2 a 3 não são um indício dos melhores. Se nada posso falar da evolução, pelo menos tenho a certeza de que não houve designer inteligente na concepção desse grupo de jogadores.

6º Avenida – 9
8 jogos, 2 vitórias, 3 empates, 3 derrotas, 13 gols feitos, 15 gols sofridos
Maior vitória: São Luiz 1-3 Avenida (08/02)
Pior derrota: Ypiranga 4-2 Avenida (28/01)

O Avenida é para o Gauchão o que o Ipatinga foi para o Brasileiro do ano passado. Entrou para não cair e deve cair. Ou deveria. Depois de fazer um início de entristecer qualquer plantador de fumo, o time verde de Santa Cruz do Sul emendou duas vitórias seguidas fora de casa, contra São Luiz e Caxias, e chegou à última rodada brigando por vaga. Não levou, o que nos garantiu que ainda resta um pouco de lógica no futebol, e no fim as suas vitórias foram mais importantes para lhe afastar do rebaixamento anunciado e para ajudar, no outro grupo, a Ulbra a se classificar.

7º Internacional de Santa Maria – 5
8 jogos, 1 vitória, 2 empates, 5 derrotas, 7 gols feitos, 14 gols sofridos
Maior vitória: Internacional-SM 2-0 Ypiranga (01/02)
Pior derrota: Ulbra 3-0 Internacional-SM (08/02)

O Inter-SM foi o PRIMOR do interior em 2008. Em 2009, empatando com o Grêmio na abertura do Gauchão, pareceu que não iria por caminho diferente, mas as rodadas seguintes trataram de destruir ilusões. Excetuado o Brasil de Pelotas, que foi afetado por todos os problemas extracampais, não houve quadro com participação pior neste primeiro turno do que o Interzinho da Baixada Melancólica. Uma equipe facilmente vencível (o bom Ypiranga de Erechim chora até hoje a absurda derrota sofrida em São Gabriel), desorganizada, com brigas na diretoria e um treinador ruim mantido por tempo demais, esse foi o seu retrato. O rebaixamento é possibilidade real, e o consolo de que no segundo turno os jogos serão contra adversários desta própria chave, teoricamente mais fáceis, vale pouco se essas semanas de paralisação não representarem avanços para a equipe.

8º Brasil de Pelotas – 3
8 jogos, 0 vitória, 3 empates, 5 derrotas, 10 gols feitos, 21 gols sofridos
Maior vitória: -
Pior derrota: Brasil 2-5 Ulbra (19/02)

Dezenove foram os dias passados do acidente do Brasil, em 15 de janeiro, para a estreia do time, em 3 de fevereiro. Dezesseis foram os dias corridos da primeira partida do Xavante no Gauchão até a sua oitava, fechando o turno, ontem à noite. Tudo está sendo intensamente rápido no cotidiano do rubro-negro pelotense por esse início de 2009. Os jogadores não têm tempo de descansar, o técnico Claudio Duarte (agora ex-técnico, já que passará a uma função mais administrativa no clube) não teve tempo de treinar uma única vez, e o Brasil fez uma maratona de viagens e jogos pelo Rio Grande. Com o elenco ainda aos pedaços e essa tabela louca, era esperada a sua fraca participação no primeiro turno, por mais que mantivéssemos um devaneio de que a raça seria capaz de fazer o milagre da multiplicação dos pontos. A questão é que agora todo o destino precisará ser definido nesses dias de parada do campeonato, fazendo-se uma intertemporada forte, porque ou se vence com alguma frequência no segundo turno ou se é rebaixado. A crueldade de um descenso neste ano não parece mais distante depois das expulsões da partida de ontem e do boato de que o novo treinador seria o mesmo Abel Ribeiro que ajudou a enterrar o Inter-SM.

GRUPO 2

1º Grêmio – 16
8 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 20 gols feitos, 8 gols sofridos
Maior vitória: Grêmio 5-0 Esportivo (24/01)
Pior derrota: Veranópolis 3-1 Grêmio (04/02)

A patacoada do Grêmio neste Gauchão foi ter escalado reservas contra o Veranópolis, numa quarta-feira, visando o Gre-Nal do domingo seguinte. Até ali, o Grêmio somara sete pontos em três rodadas e marcara onze gols. Contra o VEC e contra o Inter, primeiro com reservas e depois com titulares que brincaram de desperdiçar gols, perdeu. Suas únicas derrotas no campeonato, dois tropeços que na realidade nunca colocaram sua classificação a perigo (o time voltou a mostrar seu melhor nível em relação aos interioranos empilhando três vitórias nas três rodadas finais), mas serviram para obrigar o Grêmio a jogar fora de casa numa possível final de turno contra o Internacional, que fez mais pontos. Como mérito, o fato de o time ter o melhor ataque do torneio.

2º Ypiranga – 16
8 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 13 gols feitos, 8 gols sofridos
Maior vitória: Ypiranga 4-2 Avenida (28/01)
Pior derrota: Internacional-SM 2-0 Ypiranga (01/02)

Houvesse uma equação do futebol gaúcho, ela terminaria com algo como “Ypiranga 2009 = Inter-SM 2008”. A história do time erechinense neste campeonato está muito semelhante ao que viveu o Coloradinho no ano passado: recém-vindo da Segundona, entrou na elite destruindo os adversários que cruzassem o seu caminho. O Ypiranga igualou a campanha do poderoso Grêmio, obteve resultados interessantes como a vitória sobre o Juventude e o empate contra o Internacional, e poderá disputar pelo menos a primeira partida dos mata-matas do turno dentro de seu estádio, o magnífico Colosso da Lagoa. Alguns apontam a equipe como a sensação do interior... a campanha dá razão a isso e talvez o Ypiranga seja mesmo, mas eu continuo mais impressionado com o Santa Cruz – que, se não venceu tanto, perdeu menos.

3º Santa Cruz – 13
8 jogos, 3 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 11 gols feitos, 6 gols sofridos
Maior vitória: Santa Cruz 3-0 Veranópolis (08/02)
Pior derrota: Juventude 1-0 Santa Cruz (31/01)

Nunca, jamais, em tempo algum, com todas as redundâncias possíveis e imagináveis, o Galo dos Plátanos entra no Campeonato Gaúcho como candidato a grandes coisas. Embora seja o nono time com mais participações na história dos estaduais (36), seu histórico de grandes campanhas é modesto. Inclui um terceiro lugar em 1959, uma quarta colocação em 1988, e algumas outras posições honrosas nos demais anos. Raramente o time briga para não cair, mas essa pouca tradição em chegar longe geralmente o faz ser posto na lista de cotados para disputar a Segundona do ano seguinte. Em 2009 os preconceituosos foram atorados logo de cara, quando o time empatou por 0 a 0 com o Inter em pleno Beira-Rio, na primeira rodada, e causou ótima impressão. Nas partidas seguintes, a caminhada do Santa Cruz provou que aquele resultado não era mera epopeia de interiorano querendo fazer bonito na capital: o time seguiu com atuações destacadas, praticamente imbatível – sua única derrota, para o Juventude, foi com um GOL IRREGULAR sofrido aos 88 minutos de partida. Na prática e na “justiça”, portanto, não houve time capaz de vencê-lo neste campeonato. É a menina dos meus olhos no primeiro turno do Gauchão 2009.

4º Ulbra – 13
8 jogos, 3 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 14 gols feitos, 10 gols sofridos
Maior vitória: Brasil 2-5 Ulbra (19/02)
Pior derrota: Internacional 4-1 Ulbra (05/02)

Dois empates por zero a zero nas duas primeiras rodadas deram os indícios de que a modorrenta Ulbra (que a tevê insiste em chamar de Canoas, apesar das notas oficiais reclamando e das promessas de processos), mantida pela universidade que passa por grandes dificuldades financeiras, andaria no esperado rumo do rebaixamento. Enganamo-nos todos. Mesmo sem jogar um futebol brilhante ou qualquer coisa do tipo, o time só perdeu para o Inter (com baile) e obteve uma classificação merecida ao ARROLHAR o Brasil de Pelotas na última rodada. Repudio fortemente todos os times sem torcida, desejo a falência e o fechamento da Ulbra e do São José de Porto Alegre, mas infelizmente minhas macumbas não têm surtido grandes efeitos. Os QUATRO hinchas fiéis da equipe de Canoas (quando muito) vibram e cantam pelas ruas da cidade metropolitana com essa passagem de fase. Fazem isso enquanto é tempo, porque quando o jogo de quartas-de-final é contra o Inter no Beira-Rio, o fim da história já está escrito... a lápis, sim, mas Jé, Tatá e companhia não parecem ter uma borracha.

5º São Luiz – 11

8 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 3 derrotas, 6 gols feitos, 7 gols sofridos
Maior vitória: São Luiz 2-0 Brasil (11/02)
Pior derrota: São Luiz 1-3 Avenida (08/02)

Ê, São Luiz, quando vais passar de fase? Vamos já para dez anos desde a última vez em que o time ijuiense não ficou estacionado na etapa inicial de um campeonato. Neste primeiro turno, como em 2008, a vaga esteve próxima e foi perdida na última rodada. Eu defenderia a tese de que isso é um castigo divino pela manutenção dos lentos Maurício e Carlos Lima na titularidade, mas quando constato que, dos seis gols da equipe, quatro foram desses dois, fico sem outro argumento a não ser dizer que o time simplesmente não é bom o bastante. Com eles de artilheiros... Enfim. Como imaginávamos no dia da derrota em casa para o triste Avenida, o São Luiz não passou de fase exatamente pela falta dos pontos desperdiçados naquele jogo. Quanto custou aquela derrota? Cem mil reais era o que a direção são-luizense estimava ganhar com a divisão da renda de um eventual jogo de quartas-de-final no Beira-Rio, contra o Inter. Uma fortuna para os padrões interioranos. Pelo menos o time não está brigando contra a queda...

6º São José – 8
8 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 4 derrotas, 15 gols feitos, 17 gols sofridos
Maior vitória: São José 3-1 Internacional-SM (11/02)
Pior derrota: São José 1-3 Internacional (25/01)

Um time cujo ataque é formado por FABIANO e SANDRO SOTILLI tem que ser bom, precisa ser bom, nem que seja nas nossas ilusões por jogadores folclóricos. Mas quando esse time é o sem-torcida Zequinha, que só está aí para roubar pontos de interioranos, ele não pode ser bom. Então o São José é ruim, e provou isso no campo, perdendo metade das suas partidas. Chegou ao final do primeiro turno rendendo uma esperança ainda vaga de que talvez cairá, mas deve permanecer na primeira divisão. Esse é o tipo de vaso que não quebra fácil.

7º Caxias – 8
8 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 4 derrotas, 8 gols feitos, 13 gols sofridos
Maior vitória: Caxias 4-2 Internacional-SM (25/01)
Pior derrota: Internacional 5-1 Caxias (15/02)

Bueno. O que comentar sobre o Caxias além da infame piadinha de que está sendo um time com uniforme quase cor de vinho e jogadores tipo uva? O Caxias está para o Rio Grande do Sul um pouco como o Uruguai para o futebol mundial... foi grande, foi forte, e hoje é o que é, de vez em quando aparecendo, mas na maior parte das vezes tendo que conviver com resultados pequenos demais para a sua história. Em 2009 está sendo um fiasco: míseras duas vitórias, apenas um gol por jogo em média, e o penúltimo lugar do Grupo 2. Últimos interioranos a erguer o troféu do Estado, em 2000, os grenás são a grande decepção desta temporada até aqui, mas pela tradição que construíram começarão o segundo turno cotados, novamente, à passagem de fase.

8º Sapucaiense – 6
8 jogos, 1 vitória, 3 empates, 4 derrotas, 11 gols feitos, 17 gols sofridos
Maior vitória: Sapucaiense 2-1 Internacional-SM (29/01)
Pior derrota: Internacional 4-0 Sapucaiense (01/02)

Não deixa de ser curioso que os três últimos times do Grupo 2 tenham, todos eles, suas maiores vitórias no turno em jogos contra o Inter-SM e as piores derrotas contra o Inter de Porto Alegre. Acaba sendo uma afirmação de como essa chave é mais forte, com os seus piores batendo nos piores da outra, e também de como é desproporcional a qualidade do Inter grande em relação aos ruins desse grupo. A curiosidade que interessa aqui, no entanto, é a que confirma a dificuldade para os egressos da divisão inferior em se firmar na elite: esse Sapucaiense que cambaleia uma posição acima do rebaixamento, e o tal vencido-por-todos Inter-SM, que está na zona de descenso, são os dois times que subiram da Segundona Gaúcha em 2007 e fizeram boas campanhas na primeira em 2008. O planejamento de longo prazo e, principalmente, o dinheiro (e a falta dele) são determinantes para originar essas subidas e descidas mais violentas que qualquer lomba de Ijuí.

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• Classificação geral momentânea:

1º Internacional (Grupo 1)
2º Grêmio (Grupo 2)
3º Ypiranga (2)

4º Santa Cruz (2)

5º Ulbra (2)

6º Veranópolis (1)

7º Novo Hamburgo (1)

8º Juventude (1)

9º São Luiz (2)
10º Esportivo (1)
11º Avenida (1)
12º São José (2)
13º Caxias (2)
14º Sapucaiense (2)
15º Internacional-SM (1)
16º Brasil (1)


• Jogos das quartas-de-final (partidas únicas):

21/02 - 16:00 - Grêmio vs. Juventude (Olímpico, Porto Alegre)
21/02 - 20:30 - Ypiranga vs. Novo Hamburgo (Colosso da Lagoa, Erechim)
22/02 - 16:00 - Internacional vs. Ulbra (Beira-Rio, Porto Alegre)
22/02 - 18:30 - Veranópolis vs. Santa Cruz (Antônio David Farina, Veranópolis)

Um comentário:

Sancho disse...

As chances de surpresas, para mim, só existirão nas semifinais. Hoje e amanhã, os favoritos devem se classificar com maior ou menor facilidade.

As semifinais devem ser, no dia 26, Internacional x Ypiranga, no Beira-Rio. E aos 27, Grêmio x Santa Cruz, no Olímpico. Dois jogos perigosos - mais para o Grêmio, que desconhece o Santa Cruz e irá com reservas - e que renderão grandes emoções. Uma final interiorana, em Erechim, não está descartada.

Um abraço.