segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Prêmio Urutau d'Oro 2009 - Seleção da Segundona

Iuri diz:
*não terá um texto introdutório?
Maurício Brum diz:
*até pode ter.
*dizendo o quê?
Iuri diz:
*que não é uma seleção qualquer.
*é o que há de mais valoroso no estado e pá
Maurício Brum diz:
*tá
*comecemos explicando o que é um URUTAU.
Iuri diz:
*um bicho de sete cabeças.
*aliás
*necessário, o tal textinho?
Maurício Brum diz:
*o introdutório?
Iuri diz:
*sim
Maurício Brum diz:
*foi tu que sugeriu, hahaha
Iuri diz:
*eu sei.
*mas PENSANDO BEM.
Maurício Brum diz:
*veja
*"O urutau é um pássaro de canto melancólico. Algumas lendas dão à ave a alcunha de FANTASMA, e afirmam que um urutau só canta para anunciar a morte de alguém. Pelos campos, no entanto, os PEÕES respeitam o bicho. Ele representa força, defendendo-se com GALHARDIA dos predadores que cruzam seu caminho.
*Os jogadores da Segundona, guerreiros dos empobrecidos clubes do interior, são urutaus a resistir contra o MERCANTILISMO do futebol. Esta não é uma seleção qualquer. O Prêmio Urutau d'Oro é o GLORIFICAR dos mais valorosos atletas da Segundona Gaúcha em 2009."
*fim
*COMPLEMENTE.
Iuri diz:
*Os jogadores da Segundona, guerreiros dos empobrecidos clubes do interior, são urutaus a resistir contra o MERCANTILISMO do futebol.
*HAHAHAHAHAHAHA
*eles são urutaus!?!?!?!!??!!
Maurício Brum diz:
*hahahaha
*SÃO.
Iuri diz:
*QUEM SOU EU PARA DISCORDAR.
Maurício Brum diz:
*são COMO urutaus, que seja
Iuri diz:
*acho que vamos meter isso sem textinho.
*afinal, ninguém faz introduções na segundona.
*é pau e pau (ns)
*no máximo, cole esse diálogo como introdução
Maurício Brum diz:
*podia.

* * *

Eis, então, a Seleção da Segundona Gaúcha em 2009, com elaboração, textos e fotos de Iuri Müller e Maurício Brum. O Prêmio Urutau d'Oro é SIMBÓLICO. Mas estamos aceitando DOAÇÕES para mandar CONFECCIONAR troféus e entregar aos craques. A equipe tem diversos IMPROVISOS, culpa da tradicional falta de dinheiro dos clubes da Segundona.

SELEÇÃO TITULAR

PITOL (Goleiro, Glória)
Marcelo Pitol - 16 jogos, 9 gols sofridos

Melhor aproveitamento. Melhor ataque. Melhor defesa. Se houve um time nesta Segundona que provocasse ÓDIO extremado pelo seu DESPOTISMO, foi o Glória de Vacaria, que possuiu todas essas condições desde a primeira fase da Segundona até finalmente sofrer um GOLPE DE ESTADO. A impenetrabilidade das suas linhas defensivas não encontrou equivalente em nenhum PEDAÇO do Rio Grande. Com Pitol, que estreou na penúltima rodada da primeira fase, a retaguarda até ali sustentada pelo goleiro Dudu ficou ainda mais forte. Pela média e pelos números absolutos, as redes que tiveram a HONRA de serem GUARNECIDAS por Marcelo Pitol sabiam que corriam menos risco de levar BOLADAS do que com qualquer outro arqueiro do Estado.

MATEUS (Lateral-direito, Pelotas)
Mateus Medina de Moura - 28 jogos, nenhum gol

O dono da banda direita do valoroso selecionado não passa de um GURI. Mas não falamos um piá qualquer. Mateus vestiu a jaqueta número dois do Pelotas para não tirar NUNCA MAIS. A força de seus ARRANQUES e o temperamento intempestivo bastaram para que a exigente massa áureo-cerúleo se transformasse em um BANDO de enamorados. Um causo exemplifica decentemente a citada identificação: após uma partida em que o universo conspirou explicitamente contra (Pelotas 1-2 Riograndense, na Boca do Lobo), uma raivosa parcela de torcedores esperava a saída da delegação pelotense para ter o gosto de ofender tudo e todos. Apenas Mateus escapou. Foi aplaudido por ser “o único com vergonha na cara” e pôde caminhar pela ruas da sua úmida Pelotas com a tranquilidade de um SELECIONÁVEL.

CIRILO (Zagueiro, Pelotas)
Jeferson Cirilo da Martha - 26 jogos, 2 gols feitos

Há uma ESPÉCIE de jogador que VEIO AO MUNDO para triunfar na Segundona. Um dos representantes é o beque Cirilo. Com suas orelhas SALIENTES, o zagueiro foi o pavilhão mais sólido da defesa vice-campeã do torneio. As jogadas aéreas inimigas inescapavelmente morriam nos pulos de Cirilo, que frequentemente ameaçava também na área ofensiva. Atuando com a camiseta do Inter de Santa Maria – manto com que subiu em 2007 – teve o mesmo desempenho. Seus cruzamentos tinham, por vezes, algum local FORA DA CANCHA como destino, mas era excepcionalmente seguro no ATO de defender. Também foi assim com o Pelotas que ascendeu neste ano.

BONALDI (Zagueiro, Riograndense)
Rodrigo Corrêa Bonaldi - 32 jogos, 6 gols feitos

Em 32 dos 36 confrontos em que o Riograndense esteve presente pela Segunda Divisão, Bonaldi foi o capitão. El gran capitán. Foi como os caudilhos de antanho, que endereçam certos times à glória de um título. Um Hugo de León, um Figueroa, um Bengoechea, um Verón, o Bonaldi. E se o zagueiro (ainda) não teve o mesmo fim dos renomados capitães citados, ao menos foi muito longe. Nas espaldas de Bonaldi, o jogador mais importante da campanha lejos, o Periquito alcançou o último dos quadrangulares. O Riograndense que apanhava inverno após inverno teve enfim uma Série B iluminada. Muito porque teve Bonaldi: o melhor zagueiro do campeonato, o cobrador de faltas, o cabeceador mortal, o capitão que só podia vencer. E que não mereceu o mesmo fim da sua equipe.

CRISTIANO (Lateral-esquerdo, Porto Alegre)
Cristiano Goelzer - 24 jogos, nenhum gol

Cristiano apareceu no Grêmio no ano de 2004. O técnico Plein o buscou no Glória para proporcionar um pouco mais de seriedade naquela COISA que encerrou o ano na lanterna do Campeonato Brasileiro. A passagem pelo tricolor, porém, não rendeu contratos em outros clubes grandes para Cristiano – muito porque aquele foi o pior Grêmio da história. Na Segundona de 2009, ele tratou de consolidar uma obviedade: não teve culpa alguma no fatídico rebaixamento. Ostentando a camiseta COSTURADA por ASSIS (?), às vezes como ala, outras como lateral pela esquerda, Cristiano beirou o heroico na reta final da campanha. Com uma lesão no pulso esquerdo, foi orientado pelos médicos a parar por dois meses. Respondeu que se tratava de um quadrangular final. Atuou nos seis jogos e saiu campeão.

BI (Volante, Riograndense)
Ademir dos Santos Júnior - 31 jogos, nenhum gol

Bi não é o típico volante da Segundona. Não é alto e tampouco esbanja a força física tradicional dos quebradores interioranos de pelota. Destacou-se no céspede do Estádio dos Eucaliptos porque a sua entrega alcançou o adjetivo “EMOCIONANTE”. Para os fotógrafos, Bi é o jogador perfeito. Está sempre caindo, enroscado nas pernas do meia-esquerda habilidoso ou deslizando em um carrinho sanguinário. Quando chove e o campo vira um potreiro, melhor ainda. Até nas rodadas finais, em que o Riograndense virou um SIMULACRO do que foi e poderia voltar a ser, Bi manteve a honra. Se também padeceu do desmoronamento técnico da equipe, compensou com a valentia de todos os dias. Bi merecia o acesso, como também mereceu proteger a RÚSTICA defesa da seleção do campeonato.

DEIVES THIAGO (Meia, Cerâmica)
Deives Thiago da Silva - 15 jogos, 4 gols feitos

Outro que só passou a figurar nas relações de titulares de seu time bem depois de o campeonato começar, Deives Thiago acrescentou qualidade a um Cerâmica que, embora superasse as fases, não convencia. Tornou-se importante a ponto de RAREAREM os jogos em que não era exaltado por torcedores ou repórteres de certas rádios, e ajudou a carregar o quadro de Gravataí até a fase final, marcando o gol que custou a eliminação ao favorito Glória, no confronto direto. No quadrangular decisivo, porém, uma lesão afastou Deives Thiago da equipe – dos seis jogos finais, ele só pôde entrar em campo em um. Talvez SÓ por causa da ausência dele, a corrida do Cerâmica até a primeira divisão parou no terceiro lugar.

MARCELO MÜLLER (Meia, Glória)
Marcelo Volnei Müller - 13 jogos, 4 gols feitos

A montagem da máquina AZEITADA do Glória durante a competição exigiu reforços com a Segundona em andamento. Quando a SOBERANIA dos vacarianos ainda era incontestável, Marcelo Müller apareceu para desesperar um outro tanto dos futuros adversários da equipe dos Altos da Glória. No dia em que o Glória foi eliminado, empatando por 2 a 2 com o Cerâmica em Gravataí ao som do brado de uns INSURGENTES que queriam “liberdade, igualdade e fraternidade”, foi o camisa 10 (que algumas vezes vestiu a 11) quem deu o tiro derradeiro na tentativa de manter a DITADURA dos de Vacaria, marcando o último gol da equipe na Segundona. Suas boas atuações em tão escassas oportunidades ATIÇARAM o olho grande de empresários pelas campinas do mundo. Marcelo Müller atuou poucas vezes. Mas jogou muito.

TIAGO DUARTE (Meia, Pelotas)
Tiago Pereira Duarte - 20 jogos, 8 gols feitos

O homem AGUDO da meia-ofensiva pelotense foi um cidadão que disse ter a EXATA noção do que significaria não subir com o Lobo. Um fracasso que não poderia mais se repetir. Uma desilusão que, vindo pelo quinto ano seguido, começaria a EMPUTECER demais uma população para ser PERDOADA. Tiago Duarte sabia a MORTANDADE que novas derrotas poderiam gerar. E foi um dos maiores responsáveis para evitar que o desastre se repetisse. Infernal a aparecer em diferentes cantos das CERCANIAS das áreas rivais, deu assistências para gols importantíssimos na trajetória áureo-cerúlea rumo à elite – e marcou vários outros ele próprio.

MARCELINHO (Atacante, Bagé)
Luis Marcelo Soares Resende - 24 jogos, 15 gols feitos

Com Marcelinho em campo, e Marcelinho sempre esteve em campo, os presentes nas arquibancadas viam as redes balançando mesmo sem vento, mesmo sem bolas. Em verdade, os barbantes TREMIAM de medo por serem as próximas VÍTIMAS dos pelotaços vindos dos pés do matador jalde-negro. Começando as partidas ou entrando no decorrer delas, Marcelinho tomou parte em TODAS as batalhas disputadas pelo Bagé na Segundona 2009. Meteu gols, gols e gols e se ALÇOU à artilharia inquestionável do campeonato por longas semanas. AFASTADO do certame ainda na segunda fase, pela eliminação do seu time, ele permaneceu como maior goleador do campeonato até a terceira rodada do quadrangular final, quando finalmente Adão logrou superá-lo.

HYANTONY (Atacante, Porto Alegre)
Hyantony do Nascimento Canedo - 24 jogos, 10 gols feitos

A dupla de ataque mais temida do certame foi montada no PÁTIO da mansão de Assis: o Parque Lami. Juntos, Hyantony e Adão – a dupla de ataque do Porto Alegre - somaram expressivos 27 gols. Mas por que Hyantony, e não Adão, se o primeiro marcou sete gols a menos? A explicação está no quadrangular final. Nos últimos seis jogos, Hyantony festejou sete vezes. Adão, no mesmo período, GRITOU apenas duas vezes. Se com os tentos de Adão o Porto Alegre pôde ingressar no quadrangular, foi com os gols de Hyantony que conquistou o acesso. O pai de HYAN, aliás, salvou o Porto Alegre da DEGOLA na segunda rodada da fase final: no 4-4 diante do Cerâmica, que prolongou a EXISTÊNCIA do time, o atacante marcou um triplete.

RODRIGO BANDEIRA (Treinador, Panambi)
Rodrigo Bandeira comandou o Panambi em 30 jogos, obtendo 11 vitórias, 11 empates e 8 derrotas

Não possuía individualidades de destaque, o Panambi. Havia, sim, jogadores históricos, como Evandro Brito, mas ninguém que estivesse se SOBRESSAINDO na prática. Mesmo assim, Rodrigo Bandeira conseguiu fazer dos seus comandados um dos grupos mais VALOROSOS que a Segundona viu na temporada. O Panambi, que para muitos OTIMISTAS já teria ganho o ano se fosse eliminado dignamente na segunda fase, seguiu vivíssimo até os quadrangulares semifinais. Em casa, não foi derrotado por ninguém. Foi um dos únicos dois times a vencer o poderoso Glória – o outro foi o campeão Porto Alegre. Mesmo com uma equipe cuja folha salarial mal chegaria à metade da pelotense, ATERRORIZOU o Lobão até o fim – o Panambi deixou de ir à fase final não porque fosse superado em pontos pelo Pelotas, mas pelo critério de desempate do número de vitórias. Bandeira fez um trabalho extraordinário num dos clubes com algumas das maiores limitações técnicas, financeiras e, principalmente, estruturais do campeonato.

BANCO DE RESERVAS
(menções honrosas)

MARASCA (Goleiro, Porto Alegre)
Alexandre Marasca - 32 jogos, 28 gols sofridos

Marasca barrou uma bela fotografia no jogo Riograndense 1-4 Porto Alegre: defendendo uma penalidade, impediu que um retrato dos cordões BALANÇANTES existisse. No confronto seguinte, contra o mesmo adversário, em Porto Alegre, Marasca comandou a sua defesa berrando ininterruptamente durante os noventa minutos. Para ensurdecer qualquer vivente. Um chato, esse Marasca. Por isso está na reserva. Não. A verdade é que o goleiro fez um belo campeonato, mas acreditamos na superioridade de Pitol. Só que Marasca teve muitos méritos no título do Porto Alegre - inclusive foi o jogador que mais atuou pela sua equipe entre os selecionáveis. O novo-rico campeão teve em Marasca o seu ESPÍRITO personificado: discreto e muito competente. Por isso, um pouco IRRITANTE. Ou talvez seja só RECALQUE.

ALÁDIO (Zagueiro, Bagé)
Aládio José Knebel - 19 jogos, 2 gols feitos

Peça uma lista de dez jogadores marcantes do interior que seguem em atividade. Lá estará Aládio. Se falarmos apenas de zagueiros, Aládio cabe até em um TOP-3. Ele conhece cada estância, cada coxilha, cada CURVA do Rio Grande. Dentro de campo, é ainda mais sábio. Antecipa com precisão, dialoga MATREIRAMENTE com o árbitro e tranqüiliza a defesa de uma equipe. No Bagé que começou TOCANDO O CÉU no início do campeonato, Aládio foi um BALUARTE. O jalde-negro que assegurou a segunda melhor campanha da primeira fase CHOROU apenas onze vezes com o esférico AGREDINDO as redes. Tudo perfeitamente compreensível: a defesa era formada por Aládio e DARZONE. O Bagé não foi longe, mas Aládio integra o time pela eficiência de ser um dos grandes na Segundona, ano após ano. E por ter anotado um gol no Ba-Gua.

DÊ (Volante, Porto Alegre)
Anderson Francisco Barros - 31 jogos, nenhum gol

Quem sentava nos degraus do Parque Lami ou dos estádios interioranos por onde o Porto Alegre PISOU, via em campo um SER que parecia se REPARTIR em QUARENTA. Ora carregando nas espáduas o número cinco, ora trajando a camisa oito, o tal de Dê era muito mais do que o apelido de duas letras indicava. Em algum pedaço do campo podia faltar OXIGÊNIO, mas não faltava Dê. Na defesa e no ataque, lá estava ele. Contendo e apoiando. Necessário para que as coisas andassem no campeão da Segundona, foi o jogador de linha que mais vezes entrou em campo pelo Porto Alegre entre os selecionados, mesmo sem marcar um único gol.

MAICON SAPUCAIA (Meia, Pelotas)
Maicon Falheiro da Silva - 19 jogos, 3 gols feitos

Reserva no início, titular importante no fim. Maicon Falheiro, o Sapucaia, que em algumas súmulas aparece como Maicon PALHEIRO, justificou o sobrenome falso e ACALMOU muitos torcedores quando acionado dentro da cancha. Importante para COMUNICAR a traseira do campo com a ofensiva, e surgindo repetidamente dentro da área dos oponentes, ele ABASTECEU o positivo ataque do Pelotas com competência. A certa altura, a saída da titularidade de um Dauri que marcara vários gols nas fases iniciais nem foi tão INSUPORTÁVEL ou sentida, graças à POLIVALÊNCIA das jogadas do sapucaiense Maicon.

AMAURI (Meia, Milan)
Amauri Cereser Barrasuol - 13 jogos, 2 gols feitos

Amauri poderia ser o injustificável presente na seleção da Segundona. Mas seu nome aparece em forma de homenagem. Amauri resume os que não puderam aparecer na ZERO HORA como jogadores de segunda divisão. Amauri defendeu o Milan de Júlio de Castilhos, um dos quadros mais pobres do campeonato. Amauri foi meia-armador de uma equipe que atuava sempre e somente na retranca. Na terceira rodada da primeira fase, o seu Milan enfrentou o Riograndense em Santa Maria. O lanterna da Chave 3 viajou para não perder de muito. Não conseguiu. Levou 4-0 ao natural, mas um ENFURECIDO camisa 10 mereceu atenção. Era Amauri, que apesar da goleada foi um dos melhores em campo. Amauri resume os que não foram. Mas aparece na seleção porque a Segundona é suficientemente democrática para lembrar que há VIDA e FUTEBOL nos arrabaldes.

ADÃO (Atacante, Porto Alegre)
José Adão Fonseca - 25 jogos, 17 gols feitos

Há poucas camisas no interior gaúcho que Adão não tenha defendido durante uma carreira vitoriosa que, entre outros GALARDÕES, ostenta um título gaúcho pelo Caxias no ano 2000. Na atual temporada, com trinta e oito anos nas costas, o centroavante que para muitos estava acabado decidiu dar um ESPETÁCULO de final (final?) de carreira, marcando gols para felicidade da menor torcida que lhe aplaudiu nesse horizonte que a MEMÓRIA alcança. Adão encerrou a Segundona como artilheiro da competição. Suas lesões e suspensões por vezes custavam pontos ao time de Assis, e os ANCIÃOS do Parque Lami CISMAVAM em repetir que “quem tem Adão, tem a solução”. A idade pesou e no fim do campeonato Adão rendeu menos, marcando só dois gols no quadrangular decisivo, mas o time não teria chegado lá sem a absurda EFETIVIDADE do atacante nas jornadas anteriores.

LUCAS PRECHESKI (Atacante, Lajeadense)
Lucas Precheski - 22 jogos, 13 gols feitos

Liderar o ataque de um Lajeadense que começou o campeonato com cinco derrotas nas cinco primeiras rodadas e só passou da primeira fase por MILAGRE não é das tarefas mais FELIZES. Ir às redes TREZE vezes, mais da metade do total de gols da equipe (25), é conquista só possível para os verdadeiramente FORTES. Lucas Precheski, ou simplesmente Lucas, MONOPOLIZOU os gols do Lajeadense. E foi o herói da sobrevivência de um exército que avançou mais do que poderia. Não jogou bola para merecer mais do que uma eliminação na primeira fase, o quadro de Lajeado – mas pôde avançar até a etapa dois graças a uma goleada por 6 a 0 sobre o concorrente direto Atlético Carazinho, na última rodada da primeira fase. Naquele dia, o Florestal presenciou o ZÊNITE de Precheski – o ASSASSINO provocou três dos seis festejos da sua torcida.

4 comentários:

cleidi disse...

Olá,me desculpam mas a foto nao é do Aladio e sim do Darzoni.
Pelo Bagé Aladio ja fez 3 gools.
Que DEUS continue abençoando o nosso guerreiro.

Iuri disse...

A verdade é que Darzone tinha que estar presente na seleção. Nem que seja usurpando parte da glória de Aládio, que foi a única forma encontrada pela nossa equipe.

Renato disse...

Sou de Joinville/SC, por aqui o ADÃO jogou muito quando fomos campeões estaduais em 2001. Além de muita força ele finalizava bem para o gol e tinha alguma técnica.

Anônimo disse...

reconhecido por muitos, mas aproveitado por poucos mas ainda acredito que esste guri Cristiano Goelzer venha desempenhar seu papel como sempre em um clube que lhe de oportunidades para mostrar seu valor como otimo lateral esquerda. Clubes da primeira divisao busquem este jogador.