terça-feira, 5 de agosto de 2008

O futebol nas Olimpíadas

ESTE POST É UM GIGANTEXTO

O futebol é um esporte anômalo nos Jogos Olímpicos. Não basta contrariar a imensa maiora dos outros, desprezando a medalha de ouro em prol da sua própria Copa do Mundo e banindo os principais atletas da disputa olímpica, ainda tem entrado de forma meio clandestina nessas competições de cada quatro anos. Novamente, os torneios de futebol terão seu início em datas anteriores à abertura oficial das Olimpíadas. Enquanto esportistas de todo o mundo aguardam com ansiosidade as festas da sexta-feira, as e os futebolistas já terão dado início à sua corrida: amanhã, veremos a primeira rodada da competição feminina e, na quinta-feira, estréiam os times masculinos.

Esvaziado há muito tempo – mais precisamente, desde a Copa do Mundo de 1930 – e realmente pouco valioso, o ouro futebolístico em Olimpíadas não mereceria atenções monumentais ou anormais. Da parte do Brasil, contudo, será uma nova guerra. A conquista insiste em bater na trave, e não pode faltar título algum ao país mais vencedor do mundo neste esporte. Nos gramados da China (e não só de Pequim, pois a anomalia do futebol também pede jogos em outras cidades), as Seleções Brasileiras, especialmente a masculina e seu histórico de incríveis fracassos, estarão lutando não pelo título menor que esse ouro é, mas por uma glória inédita. Estarão lá para pôr fim a uma questão de honra.

Às vésperas dos primeiros chutes rumo às medalhas ou às amareladas, o Futebesteirol traz um gigantexto relembrando o caminhar do rei dos esportes na história das Olimpíadas:

1896 – Atenas
O primeiro torneio internacional de seleções para o recém-surgido football teve início em 1884: o British Home Championship, um quadrangular envolvendo os selecionados da Escócia, Inglaterra, Irlanda e País de Gales. Os clubes fora das ilhas britânicas eram escassos, estavam em surgimento, e montar algo merecedor de ser chamado de seleção nacional de algum país era honra de poucos pelos idos de 1896. Em Atenas, nos primeiros Jogos Olímpicos modernos, o futebol não foi incluído – e nem foi uma ausência notável.

1900 – Paris
Reino Unido
França
Bélgica

O futebol entra como esporte de demonstração, sem valor oficial, e tem apenas duas partidas envolvendo três associações: da Grã-Bretanha vem o Upton Park Football Club, a Bélgica é representada por uma equipe da Universidade de Bruxelas e os anfitriões franceses mandam a campo jogadores da USFSA (União das Sociedades Francesas de Esportes Atléticos, time da foto ao lado). No dia 20 de outubro, o Upton Park vence a USFSA por 4-0 e, no dia 23, os locais dão o troco aplicando 6-2 no quadro de Bruxelas. Por não ser oficial, o futebol não rendeu medalhas – hoje, no entanto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece os resultados daquela disputa, e credita ouro, prata e bronze para as nações na ordem apresentada acima.

1904 – Saint Louis
Canadá
Estados Unidos
Estados Unidos

Como na edição anterior, o futebol vai às Olimpíadas apenas para exibição, sem valer medalha, e recebe três times regionais, num torneio entre si. Do Canadá, desce o Galt Football Club (foto), enquanto os anfitriões estadunidenses têm duas equipes: o Christian Brothers College e o Saint Rose Parish. O formato escolhido foi de pontos corridos, sem valer empates – jogos igualados seriam repetidos. Assim, o Galt não teve problemas para garantir o primeiro lugar vencendo seus dois jogos, nos dias 16 e 17 de novembro, por 7-0 e 4-0 sobre o Christian Brothers e o Saint Rose, respectivamente. A definição entre esses dois, no entanto, precisou de três jogos: no dia 20, empate por 0-0; na repetição do dia 21, outro placar sem gols; somente no dia 23 alguém foi às redes, com vitória do Christian Brothers por 2-0 e seu subseqüente segundo lugar. A exemplo da competição de 1900, o COI também considera, em retrospectiva, o “pódio” de 1904, na ordem acima.

1906
Dado o fracasso completo de interesse e organização dos Jogos Olímpicos de 1900 e 1904, ocorreram, em 1906, os chamados Jogos Intermediários, disputados em Atenas. Embora não oficializados, tiveram disputas dos mais variados esportes, incluindo o futebol, com times de diferentes níveis, como equipes de cidades próximas. O torneio de 1906 acabou com a Dinamarca em primeiro lugar, e a equipe de Izmir, do Império Otomano (contava com jogadores ingleses, franceses e armenos), em segundo. Outros participantes foram os selecionados das cidades de Tessalônica (então do Império Otomano, hoje grega) e Atenas (Grécia). Não houve definição do terceiro lugar e tampouco foram distribuídas medalhas.

1908 – Londres
Reino Unido
Dinamarca
Holanda

Na sua terra natal, o football ganha finalmente um status oficial, pessando a receber seleções de fato e concedendo glórias olímpicas não-póstumas aos jogadores, que eram todos amadores. A várzea ainda não terminara por completo: a França mandou dois times, e houve duas desistências antes do início das partidas – a Hungria não foi por questões financeiras e a região cervejeira da Boêmia (hoje parte da República Tcheca), foi banida após perder sua filiação na FIFA. Com dois WOs, Holanda e França ‘A’ passaram direto das quartas-de-final. Os outros jogos terminaram em goleadas de 9-0 da Dinamarca sobre a França ‘B’ e 12-1 do Reino Unido (formado apenas por ingleses) contra a Suécia. Placares elásticos também nas semifinais: os britânicos fizeram 4-0 nos holandeses enquanto a Dinamarca aplicou espetaculares 17-1 na França ‘A’, com incríveis dez gols de Sophus Nielsen, um recorde até hoje insuperado. Os franceses se sentiram tão humilhados com o resultado que abriram mão da disputa do bronze, dando vaga de presente para uns surpresos suecos. A Holanda venceu a Suécia por 2-0 na disputa do terceiro lugar, placar que também ocorreu na final: o Reino Unido levou o ouro batendo a Dinamarca com gols de Frederick Chapman e Vivian Woodward (foto). O título, à época, chegava equivalendo a um campeonato mundial.

1912 – Estocolmo
Reino Unido
Dinamarca
Holanda

Onze inscritos, todos europeus, representavam o maior número de equipes para contestar o título olímpico até ali. O torneio foi jogado em mata-mata, com três partidas preliminares (Itália 2-3 Finlândia, Holanda 4-3 Suécia, Áustria 5-1 Alemanha), seguindo em um formato simétrico a partir da fase posterior, a de quartas-de-final (Reino Unido 7-0 Hungria, Finlândia 2-1 Rússia, Dinamarca 7-0 Noruega, Holanda 3-1 Áustria). Nas semifinais, os britânicos, apenas com ingleses novamente, fizeram 4-0 na Finlândia, enquanto a Dinamarca fez 4-1 na Holanda, garantindo a repetição da final de 1908 e, como depois se saberia, a reedição daquele pódio. Pelo bronze, os holandeses meteram 9-0 nos finlandeses e, na disputa do ouro (foto), o Reino Unido fez 4-2. O jogo decisivo poderia ter outro fim, não fosse uma contusão do dinamarquês Charles Buchwald aos 30 minutos: sem substituições, o time foi obrigado a jogar com dez até o fim. Em 1912 também foi realizado um torneio oficial de consolação entre os eliminados antes das semifinais – nele, o alemão Gottfried Fuchs igualou o recorde de dez gols de Sophus Nielsen, na vitória do seu time por 16-0 contra a Rússia. A Hungria saiu campeã da copinha consolatória.

1920 – Antuérpia
Bélgica
Espanha
Holanda

Catorze equipes, incluindo a primeira não-européia, ingressaram na competição: Bélgica, Dinamarca, Egito, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, Iugoslávia, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, Suécia e Tchecoslováquia. A competição teria um bizarro formato eliminatório em que os times jogariam primeiro pelo ouro e, depois, os eliminados fariam um torneio de consolação semelhante ao de oito anos antes – mas valendo as medalhas de prata e bronze, o que tirava as garantias de o perdedor da final original levar algo para casa. A final, aliás, entraria para a história como a única decisão internacional a ser abandonada durante sua disputa. Ela ocorreu no dia 2 de setembro, opondo os locais belgas (que haviam eliminado a Espanha nas quartas-de-final com um 3-1 e a Holanda nas semifinais com 3-0) e a Tchecoslováquia (que, participando da sua primeira disputa futebolística oficial, havia feito 7-0 na Iugoslávia, na fase preliminar, 4-0 na Noruega, nas quartas, e 4-1 na França, nas semis). Em 28 minutos, a Bélgica vencia a final por 2-0. Em 40, o jogo estava terminado. Indignados com a arbitragem do inglês John Lewis, que concedera um pênalti e um gol duvidoso ao time da casa, e intimidados pela presença de soldados belgas ao redor do terreno de jogo, os atletas tchecoslovacos saíram de campo. Os protestos formais enviados pela equipe não foram aceitos pelos organizadores das Olimpíadas que, além de manter os 2-0 da final, eliminaram a Tchecoslováquia do torneio, impedindo que buscasse a prata. O torneio de consolação terminou com um Espanha 3-1 Holanda no confronto valendo prata e bronze.

1924 – Paris
Uruguai
Suíça
Suécia

Relatos das Olimpíadas de 1912 touxeram a público os debates sobre a inclusão ou não do futebol naquela edição dos Jogos, com alegações de que o esporte ainda era pouco popular no mundo. Doze anos depois, em Paris, a história mudara radicalmente: um terço da renda obtida durante a disputa de todas as modalidades veio dos ingressos vendidos para as competições futebolísticas. Naquele momento, não havia, no mundo, torneio mais importante que envolvesse tantas seleções de tão variados pontos – e, agora, entraria também o vencedor do Campeonato Sul-Americano. A lista de participantes foi: Bélgica, Bulgária, Egito, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Iugoslávia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Suécia, Suíça, Tchecoslováquia, Turquia e Uruguai. Lamentou-se a ausência da Áustria, então formando o que viria a ser o Wunderteam, mas os uruguaios deram ao público todo o bom futebol que se esperava: usando de uma logística então revolucionária, com médicos e preparadores físicos, os celestes chegaram a Paris numa condição muito superior a todos os rivais. Desenvolveram um estilo de jogo cativante, com toques de bola rápidos no ataque – José Leandro Andrade, o primeiro negro de destaque no futebol internacional, ganhou dos parisienses a alcunha de La Marveille Noire. Dessa vez a competição usou uma fórmula coerente, dando medalha de prata ao perdedor da final e colocando na briga pelo bronze os eliminados nas semis: nela, a Suécia, que já havia eliminado os atuais campeões belgas com um sonoro 8-1, quebrou a série de terceiros lugares da Holanda, empatando com ela por 1-1 na primeira data e fazendo 3-1 no desempate. O Uruguai chegou ao ouro com vitórias de 7-0 sobre a Iugoslávia, 3-0 nos Estados Unidos, 5-1 contra a França, 2-1 na Holanda e, na decisão, 3-0 sobre a Suíça. Na comemoração, os jogadores caminharam pela pista atlética do estádio de Colombes, criando o que se eternizaria como volta olímpica (foto).

1928 – Amsterdã
Uruguai
Argentina
Itália

Mantido como mais importante competição internacional, o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos teve começo no dia 27 de maio de 1928, com o jogo Portugal 4-2 Chile. Um dia antes, ali mesmo em Amsterdã, ocorrera o histórico congresso que mudaria esse prestígio: na reunião da FIFA, votou-se pela realização da primeira Copa do Mundo em 1930.
Formado por jogadores majoritariamente saídos de Peñarol e Nacional, o Uruguai repetiu somente cinco nomes da sua campanha anterior – o capitão Nasazzi, La Marveille Noire Andrade, os meias Cea e Scarone, e El Divino Manco Héctor Castro, que não tinha a mão direita. Apesar disso, fez uma campanha tão louvável quanto a anterior, estreando com vitória sobre os anfitriões holandeses por 2-0. Nas fases seguintes, 4-1 na Alemanha e 3-2 na Itália, até chegar à final contra a Argentina, numa prévia do encontro decisivo da Copa do Mundo de dois anos depois. A procura por ingressos foi imensa, com registros de mais de 250 mil mensagens vindas de toda a Europa pedindo bilhetes – a capacidade do estádio Olímpico de Amsterdã era pouco superior a 28 mil espectadores. No dia 10 de junho, uruguaios e argentinos terminaram igualados por 1-1, forçando um desempate três dias depois. O segundo confronto pareceu não conseguir consagrar um vencedor, até os 75 minutos, quando Scarone marcou o 2-1 do bicampeonato celeste. A sensação daqueles jogos foi o selecionado do Egito, que eliminou Turquia (7-1) e Portugal (2-1) para terminar em quarto lugar, levando 6-0 dos argentinos nas semifinais e 11-3 da Itália na decisão do bronze.

1932 – Los Angeles

A disputa das medalhas, já abalada pela primeira Copa do Mundo, levou outro golpe com a escolha de uma sede estadunidense para as Olimpíadas. Em 1932, a competição de futebol foi eliminada do programa dos Jogos, abrindo espaço para o torneio da FIFA reinar como principal.

1936 – Berlim
Itália
Áustria
Noruega

O certame de 1936, nas Olimpíadas do nazismo, tem dois heróis e um resto de times. Esse resto, mesmo os medalhados, merece menos consideração que as duas equipes a seguir: o Japão e o Peru, cada um com seus feitos. O quadro nipônico foi a primeira seleção de um país asiático a disputar uma partida de futebol nos Jogos Olímpicos e fez a sua estréia numa partida legendária: no dia 4 de agosto, contra a tradicional Suécia, indo ao intervalo levando 0-2, o time conseguiu buscar uma remontada incrível, com gols de Kamo (49 minutos), Ukon (62) e Matsunaga (85) para fazer 3-2 – ficou para a história a narração de Sven Jerring, famoso locutor sueco, gritando chocado sobre a luta do time que fazia de tudo para manter a vitória para o Japão (Japaner, japaner, från sig vilt slående japaner... japaner som hoppar, japaner som fläker sig, japaner som gör allt för att rädda segern åt Nippon). Apesar de raçudos, os japoneses eram fracos, e na fase seguinte perderiam por 8-0 para a Itália. Quem tinha força e não perdeu foi o único participante sul-americano e outro herói de 1936. O Peru não entrou muito cotado no torneio de Berlim; evidenciou grandeza ao fazer 7-3 na Finlândia, mas deveria ser eliminado na fase seguinte, quando pegaria o Wunderteam (desfalcado, diga-se) da Áustria. No intervalo, já estava 0-2 para os austríacos, e assim seguiu até quase o fim. Então, a reação: Alcalde descontou aos 75, Villanueva empatou aos 81 e o jogo foi para a prorrogação – mais um gol de Villanueva aos 117 e outro de Fernández aos 119 minutos viraram o placar para 4-2. Uma glória sem prêmio: alegando ameaças dos jogadores e espectadores peruanos, o quadro da Áustria conseguiu que a FIFA mandasse a partida ser repetida com portões fechados. Nas ruas de Lima, o povo indignado com a notícia rasgou bandeiras olímpicas e apedrejou a embaixada da Alemanha; em Berlim, todos os 50 atletas da delegação do Peru abandonaram suas competições em protesto: “não confiamos nos esportistas europeus. Chegamos aqui e encontramos um grupo de comerciantes”. Os da Áustria avançaram rumo à prata. O ouro ficou com os italianos, então campeões mundiais que, na campanha, fizeram 1-0 nos Estados Unidos, 8-0 no Japão, 2-1 na Noruega e 2-1 na Áustria. Ah, sim, o bronze ficou com os noruegueses, que eliminaram a Alemanha diante de Hitler, fazendo 2-0 nas quartas-de-final – mas esse era o resultado natural, dada a qualidade dos times, e só surpreendeu o führer, que não entendia de futebol.

1948 – Londres
Suécia
Iugoslávia
Dinamarca

A participação de dezoito equipes forçou a disputa de uma fase preliminar com o bom jogo Holanda 3-1 Irlanda e o alternativíssimo Luxemburgo 6-0 Afeganistão (imagine a seleção afegã de sessenta anos atrás). Na etapa seguinte, estréias históricas das seleções da Índia (derrota de 2-1 para a França), Coréia do Sul e México (confronto direto, vitória coreana por 5-3). O andar do torneio sustentou o favoritismo do Reino Unido, time da casa, e mostrou a força imprevista da Suécia, treinada pelo inglês George Raynor e liderada pelo trio ofensivo formado por Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm, o Gre-No-Li. Nas semifinais, britânicos e iugoslavos se mataram num confronto duríssimo (derrota de 1-3 dos locais), chegando destroçados nas suas partidas decisivas: o Reino Unido levou 3-5 da Dinamarca na decisão do bronze e a Iugoslávia ficou com a prata ao levar 3-1 dos suecos. A campanha da Suécia até a final teve vitórias por 3-0 sobre a Áustria, 12-0 na Coréia do Sul e 4-2 na Dinamarca. (na foto, os capitães dos três selecionados medalhistas sobem no pódio)

1952 – Helsinque
Hungria
Iugoslávia
Suécia

Começou na Finlândia a era de domínio das seleções de futebol do Leste Europeu. Vigorava na época a exigência de utilização de jogadores amadores nos Jogos Olímpicos, enfraquecendo a média técnica do torneio – mas não para os países do outro lado da Cortina de Ferro, que mantiveram um amadorismo de fachada para sempre levar seus melhores jogadores às Olimpíadas. Nesta edição, seis países da parte oriental européia se inscreveram, com dois deles chegando na final. Mais uma vez, a Iugoslávia foi vice, perdendo para os Magiares Mágicos – a Hungria de Puskas, cuja campanha teve resultados de 2-1 sobre a Romênia, 3-0 na Itália, 7-1 na Turquia, 6-0 na Suécia e 2-0 nos iugoslavos. Após a competição, Stanley Ross, dirigente inglês que mais tarde presidiria a FIFA, desafiou os húngaros: “vocês provaram que têm futebol para nos enfrentar”. Pois lá foi a Hungria a Wembley e triturou por 3-6 num amistoso, na primeira derrota da Inglaterra dentro daquele estádio em todos os tempos – no jogo de volta, em Budapeste, outro massacre, agora por 7-1.
1952 também foi o ano da primeira participação do Brasil; uma campanha de três jogos encerrada nas quartas-de-final: 5-1 na Holanda, 2-1 em Luxemburgo (só? Pois os luxemburgueses haviam eliminado o Reino Unido na fase anterior...), e 2-4 para a Alemanha.

1956 – Melbourne
União Soviética
Iugoslávia
Bulgária

Cinco desistências (China, Egito, Hungria, Turquia e Vietnã) deixaram o torneio com míseros onze participantes. A Austrália, país-sede, participou pela primeira vez das disputas de futebol, com uma equipe raquítica (mas que venceu na estréia: 2-0 sobre o Japão), bem como a Tailândia, a Indonésia, e a União Soviética de Lev Yashin. Para essas Olimpíadas, as duas Alemanhas, divididas em 1949, mandaram uma delegação unificada, embora o time de futebol fosse composto apenas por jogadores da parte Ocidental. A sensação do torneio foi a Índia: passando das quartas-de-final depois de fazer 4-2 na Austrália, chegou a estar derrotando os iugoslavos por 1-0 e indo à final até os 54 minutos das semis, quando começou a levar a virada e terminar sofrendo 1-4 – na decisão do bronze, não conseguiu causar surpresa e levou 0-3 da Bulgária. A União Soviética saiu campeã com resultados de 2-1 sobre a Equipe Unificada da Alemanha, 0-0 e 4-0 (no desempate) diante da Indonésia, 2-1 na Bulgária e 1-0 na tri-vice-campeã Iugoslávia.

1960 – Roma
Iugoslávia
Dinamarca
Hungria

Com 16 participantes, o torneio mudou de formato, tendo quatro grupos de quatro seleções antes da fase de mata-matas. Somente o vencedor de cada chave passaria de fase. Foi mais uma ocasião para mostrar a força dos quadros do Leste Europeu, com dois representantes no pódio, e enfim a sorte sorriu para a Iugoslávia – literalmente. Após superar a primeira fase sem problemas, com um 6-1 no Egito, 4-0 na Turquia e 3-3 contra a Bulgária, o time empatou por 1-1 com a anfitriã Itália nas semis, e teve a definição do encontro no cara ou coroa. A moedinha deu a vaga aos iugoslavos, provando que tudo conspirava finalmente a seu favor: na decisão, enfim um triunfo. 3-1 na Dinamarca. A decisão do bronze terminou com um Hungria 2-1 Itália.
Em 1960 o Brasil voltou a ser representado, sem sobreviver até os mata-matas. Bem que tentou: tendo Gérson no time, venceu o Reino Unido por 4-3 e a Taipei Chinesa (Taiwan) por 5-0. Na última rodada da primeira fase, abriu 1-0 contra a Itália, mas desandou nos vinte minutos finais, cedendo a virada e levando 1-3.

1964 – Tóquio
Hungria
Tchecoslováquia
Alemanha

O sistema de quatro grupos com quatro times seria reeditado, com um acréscimo: agora os dois primeiros de cada chave passariam de fase, indo a quartas-de-final. Antes do torneio, a Coréia do Norte desistiu da vaga, deixando o Marrocos de solitário saco-de-pancadas num Grupo B reduzido a triangular – seus adversários eram a Iugoslávia e a Hungria. Os iugoslavos passariam da primeira fase, mas não conseguiriam atingir a quinta final consecutiva – caíram nas quartas-de-final e ainda perderam a decisão do quinto lugar para a Romênia, levando 3-0. Uma renovada Hungria pós-Magiares Mágicos chegou ao ouro com vitórias de 6-0 sobre o Marrocos, espetaculares 6-5 contra a Iugoslávia, 2-0 na Romênia, 6-0 no Egito e 2-1 na Tchecoslováquia, na decisão. O bronze ficou com a Equipe Unificada da Alemanha, composta apenas por jogadores da Alemanha Oriental, que venceu o Egito por 3-1 na decisão do bronze.
O Brasil fez fiasco, não conseguindo passar da primeira fase. Na estréia, empate por 1-1 com o Egito (levou um gol no último minuto), seguida de 4-0 sobre a Coréia do Sul (os coreanos terminariam a competição com vinte gols sofridos em três jogos; goleá-los não representava algo grandioso, portanto) e encerrada com um 0-1 diante da Tchecoslováquia.

1968 – Cidade do México
Hungria
Bulgária
Japão

Torneio de várias estréias, com os novatos selecionados da Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiné, Israel e Nigéria. Além desses, outro debutante foi o time de Gana, que entrou no torneio após a Seleção do Marrocos se recusar a jogar com Israel. Sistema de disputa igual ao do ano anterior. A decisão do título não foi uma grande surpresa, e as atenções terminaram voltadas para o incrível terceiro lugar do Japão, vindo com méritos após um caminho difícil: superou a primeira fase contra Brasil, Espanha e Nigéria, eliminou a França nas quartas-de-final e, caindo nas semis, ficou com o bronze ao fazer 2-0 nos anfitriões mexicanos – ainda teve o artilheiro do campeonato, Kunishige Kamamoto (hoje vice-presidente da Associação Japonesa de Futebol), com 7 golos. A campanha da Hungria rumo ao seu terceiro ouro (maior número de conquistas até hoje) na história: 4-0 em El Salvador, 2-2 com Gana, 2-0 em Israel, 1-0 na Guatemala, 5-0 no Japão e 4-1 na Bulgária.
O Brasil passou vergonha, como de costume, e nem venceu. Continuou com a sina de cair na primeira fase, levando 1-0 da Espanha e empatando duas vezes: 1-1 com o Japão, 3-3 com a Nigéria.

1972 – Munique
Polônia
Hungria
Alemanha Oriental
União Soviética

Uma competição mais longa, contando com duas fases de grupos: a primeira com quatro chaves de quatro, a segunda com dois quadrangulares, dos quais saíam os primeiros colocados para a final e os segundos para a disputa do bronze. Enquanto Irã, Malásia, Mianmar (então chamado Birmânia) e Sudão estreavam, os times das duas Alemanhas jogavam pela primeira vez separados (chegando a fazer um confronto direto pela última rodada da segunda fase, terminado em Oriental 3-2 Ocidental), o Brasil dava mais um capítulo à sua árdua luta para fazer feio. Nem a desculpa do enfraquecimento causado pela rápida profissionalização dos jovens conseguia justificar tanta maleza: o time foi lanterna do seu grupo, levando 3-2 da Dinamarca e 1-0 do Irã, além de um absurdo 2-2 com a forte Hungria, que serviu para nada.
A Polônia saiu campeã com os seguintes resultados: 5-1 na Colômbia, 4-0 em Gana, 2-1 na Alemanha Oriental, 1-1 com a Dinamarca, 2-1 na União Soviética, 5-0 em Marrocos e 2-1, de virada, na Hungria. A decisão do bronze foi um jogo de compadres entre soviéticos e alemães orientais, encerrado em 2-2 (a URSS abrira 2-0 em meia hora), resultado que não foi desempatado e fez o terceiro lugar ser dividido...

1976 – Montreal
Alemanha Oriental
Polônia
União Soviética

O formato de quatro anos antes não vingou e, em 1976, voltou a ser o tradicional “quatro grupos de quatro, quartas-de-final, semifinais e final”. Aliás, seriam quatro grupos de quatro, mas os países africanos boicotaram as Olimpíadas protestando contra a participação da África do Sul, então sob o apartheid. Assim, saíram Nigéria, Gana e Zâmbia, reduzindo os grupos A, C e D, respectivamente, a triangulares. No Canadá, onde o único time estreante foi a Seleção de Cuba, o Brasil, com jogadores como Júnior e Batista, conseguiu passar de fase e avançou até as semifinais, acabando miseravelmente sem medalha – superou o triangular do Grupo A contra Alemanha Oriental e Espanha e tirou Israel nas quartas, mas foi desclassificado pela Polônia, perdendo também o jogo do bronze, por 2-0, para a URSS. A campanha dos alemães orientais até o ouro: 0-0 com o Brasil, 1-0 na Espanha, 4-0 na França, 2-1 na União Soviética e 3-1 sobre a Polônia.
Sem participar da competição de futebol em Olimpíadas desde 1960, o Reino Unido abandonou definitivamente as disputas na edição de 1976, não entrando nos torneios qualificatórios aos Jogos. Com Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales tendo seleções nacionais separadas nos torneios da FIFA, evita-se voltar a jogar com um time britânico unificado nas Olimpíadas – resta saber se com a edição de 2012 marcada para Londres essa postura será mantida.

1980 – Moscou
Tchecoslováquia
Alemanha Oriental
União Soviética

Quase metade dos participantes do torneio de futebol foram chamados para tapar os buracos deixados pelos países que boicotaram os Jogos de Moscou. A seguir, a lista: Alemanha Oriental, Argélia, Colômbia, Costa Rica, Cuba (substituindo os Estados Unidos), Espanha, Finlândia (substituindo a Noruega), Iraque (substituindo a Malásia), Iugoslávia, Kuwait, Nigéria (substituindo Gana), Síria (substituindo o Irã), Tchecoslováquia, União Soviética, Venezuela (substituindo a Argentina; na imagem, o cartaz anuncia o jogo URSS - Venezuela) e Zâmbia (substituindo o Egito). A fórmula da edição anterior continuou valendo e o torneio foi uma festa para os times da Europa Oriental, com todos os semifinalistas vindo daquele lado da Cortina de Ferro. A única zebra foi a URSS, jogando em casa, não ir à final, tendo que se contentar com o bronze conquistado em vitória sobre a Iugoslávia por 2-0. A campanha da Tchecoslováquia até o título: 3-0 na Colômbia, 1-1 com a Nigéria, 0-0 com o Kuwait, 3-0 em Cuba, 2-0 na Iugoslávia, 1-0 na Alemanha Oriental.

1984 – Los Angeles
França
Brasil
Iugoslávia

O boicote da União Soviética aos Jogos levou com ela os outros dois medalhistas de 1980: ela, a Tchecoslováquia e a Alemanha Oriental foram substituídos, respectivamente, por Alemanha Ocidental, Itália e Noruega. Essa edição foi a primeira em que se permitiram jogadores profissionais, desde que não tivessem disputado Copas do Mundo, derrubando a inflada superioridade do Leste Europeu e possibilitando ao Brasil mandar uma equipe acima da sua própria média – formada quase na totalidade por jogadores do Internacional – e botar no peito sua primeira medalha (na foto, os jogadores colorados posam com suas pratas). Na primeira fase, 100% de aproveitamento num grupo que contava com Arábia Saudita, Alemanha Ocidental e Marrocos. Nos mata-matas, classificações sobre Canadá e Itália, até parar numa França que, por muito pouco, não havia sido eliminada ainda na etapa de quadrangular. A campanha francesa começou com um 2-2 diante do Catar, teve depois um 2-1 contra a Noruega e poderia ter acabado em caso de derrota na última rodada, mas veio um 1-1 contra o Chile, resultado que classificava ambos. Dali em diante, só festa francesa: 2-0 no Egito, 4-2 na Iugoslávia e 2-0 no honrado Internacional-vestido-de-Seleção-Brasileira.

1988 – Seul
União Soviética
Brasil
Alemanha Ocidental

Na primeira fase, duas surpresas monumentais: o 1-0 da Austrália sobre a Iugoslávia, eliminando o forte time balcânico, e os abruptos 4-0 da Zâmbia contra a Itália (foto). Diferentemente dos iugoslavos, entretanto, a Azzurra não caiu na etapa inicial e acabou indo até mais longe que os africanos, chegando ao quarto lugar (levou 3-0 na decisão do bronze). Da parte do Brasil, não houve Olimpíadas com melhores possibilidades para se atingir o ouro. O time superou os adversários mais difíceis, montou o seu melhor elenco olímpico de todos os tempos, com jogadores como Taffarel, Jorginho, Andrade, Careca, Bebeto e Romário. Desgraçadamente, o histórico fracassado falou mais alto e, depois de superar Austrália, Iugoslávia, Nigéria, Argentina e Alemanha Ocidental, o time auriverde foi derrotado pela União Soviética por 2-1, na prorrogação, com um gol aos 103 minutos de partida. Antes da decisão, a URSS havia tido os seguintes resultados: 0-0 com a Coréia do Sul, 2-1 na Argentina, 4-2 nos Estados Unidos, 3-0 na Austrália e 3-2 na Itália.

1992 – Barcelona
Espanha
Polônia
Gana

Nas Olimpíadas em que a FIFA abriu as inscrições para qualquer jogador, desde que tivesse menos de 23 anos, uma torcida pôde ver a seleção local conquistando o ouro pela primeira vez desde 1920. E foi uma belíssima campanha aquela feita pela Espanha. Seis vitórias em seis jogos, sem sofrer gols nos cinco primeiros, e uma épica final para coroar a trajetória. A Roja chegou na decisão patrolando quem viesse pela frente, e aplicou 4-0 na Colômbia, 2-0 no Egito, 2-0 no Catar, 1-0 na Itália e 2-0 em Gana (os surpreendentes africanos acabariam com o bronze ao derrotar a não menos desacreditada Austrália na decisão do terceiro lugar, inaugurando uma seqüência bem-sucedida para o seu continente), em partidas disputadas todas no estádio Mestalla de Valencia. O time só foi chegar à cidade das Olimpíadas para a final, mas foi maravilhosamente recebido: 95 mil espectadores lotaram o Camp Nou para acompanhar o emocionante duelo contra a Polônia. Depois de sair perdendo, virar e ceder o empate outra vez, o time local garantiu a medalha dourada com um gol de Kiko aos 90 minutos, fechando os 3-2. Essa edição foi especialmente ruim para os sul-americanos, com as quartas-de-final do Paraguai sendo o mais distante que algum deles chegou, sem maiores destaques.

1996 – Atlanta

Masculino
Nigéria
Argentina
Brasil

O Brasil entrou pelo Kanu. Nwankwo Kanu, então com 19 anos, comandou a vitória da Nigéria sobre o time treinado por Zagallo nas semifinais do torneio. Os auriverdes, com Ronaldo, haviam passado pela primeira fase inclusive vencendo os próprios nigerianos. Nas quartas-de-final, um bom 4-2 sobre Gana. E aí o jogo fatídico de 31 de julho. Um dia antes, a seleção africana havia viajado 12 horas, de Birmingham, sede da fase anterior, até Athens, onde ocorreria o jogo com o Brasil. Chegou lá, parou num hotelzinho fuleiro e jantou hambúrgeres num fast food ali da frente. Em campo, levava 1-3 até o finzinho. Mas... Ikpeba descontou aos 78 e Kanu empatou aos 90. Na prorrogação com gol de ouro, outro gol de Kanu fechou os 4-3 de uma Nigéria que, na final, também venceria com tento no último minuto, fazendo 3-2 na Argentina. O Brasil? Fez 5-0 na decisão do bronze contra Portugal, com hat-trick de Bebeto, mas terminou de forma melancólica, deixando os Estados Unidos antes da cerimônia de premiação, numa autêntica mostra de valorização do espírito esportivo... Vale lembrar que nesta edição a FIFA passou a permitir a inscrição de três jogadores acima de 23 anos.

Feminino
Estados Unidos
China
Noruega

O futebol feminino fez a sua estréia em 1996, com oito participantes divididos em dois quadrangulares que classificavam quatro equipes às semifinais e, destas, à final. Melhores do mundo na categoria, as estadunidenses garantiram o ouro em casa, e o Brasil, que jamais teve investimentos pesados sérios no esporte feminino, fez uma honrosa participação de quarto lugar. Levou 2-0 da Noruega na decisão do bronze.

2000 – Sydney

Masculino
Camarões
Espanha
Chile

Outro pesadelo brasileiro contra africanos. E em 2000, nem restou o consolo de um bronze: a amarelada se deu nas quartas-de-final. Camarões foi o adversário da vez. Fizeram 0-1, eles, e depois tiveram um expulso aos 75 miniutos. O Brasil foi para cima. Empatou com Ronaldinho nos acréscimos, ameaçou inverter a história de 1996 e pareceu mais perto disso quando, na prorrogação, outro camaronês foi para a rua. Eram onze contra nove. Era um a dois. Modeste Mbami fez o gol da vitória africana aos 113, decretando a morte súbita do encontro e das esperanças verde-amarelas. Nas fases seguintes, mais copeirice de Camarões: vitória por 2-1 contra o Chile (que conquistaria o bronze diante dos Estados Unidos) nas semifinais, virando o jogo com gols aos 84 e 89 minutos, e ouro nos pênaltis (5-3) diante da Espanha, depois de transformar um 0-2 em 2-2.

Feminino
Noruega
Estados Unidos
Alemanha

Em um jogo disputadíssimo, definido na prorrogação, os Estados Unidos não conseguiram manter o seu reinado, perdendo por 3-2 para a Noruega. O Brasil fez outra participação digna, sendo quarto colocado de novo ao levar 2-0 para a Alemanha de Birgit Prinz na decisão do bronze.

2004 – Atenas

Masculino
Argentina
Paraguai
Itália

Não houve fantasma africano na Grécia porque o Brasil nem foi à Grécia. Bisonho no Pré-Olímpico, deixou uma vaga ganha escapar na última rodada, quando jogava pelo empate diante do Paraguai. Ficou em casa e assistiu aos dois sul-americanos fazerem história nas Olimpíadas, decidindo o torneio entre si – pior, viu a rival Argentina conquistar o ouro que tanto nega vir para cá. Apesar disso, o estrelato do torneio de futebol foi para o time do Iraque: com o país invadido pela Guerra com os Estados Unidos desde 2003 (até hoje...), a seleção de lá chegou às semifinais e saiu com o quarto lugar, perdendo por apenas 1-0 para a Itália, gol de Gilardino, na decisão do bronze.

Feminino
Estados Unidos
Brasil
Alemanha

A raça do time feminino brasileiro trouxe a primeira medalha da categoria para o país, com uma brilhante campanha recheada de goleadas. Na final, os Estados Unidos pareciam um adversário quase insuperável, mas o jogo foi equilibrado e, não houvesse um erro da arbitragem, sonegando um pênalti claro em lance de vôlei de uma zagueira estadunidense, poderia ter fim diferente. O Brasil foi igualado até o fim, acabou cedendo o 2-1 aos 117 minutos, mas mesmo assim saiu de cabeça erguida para chegar a 2008 como favorito ao ouro no futebol feminino. Nunca é demais recordar que, após aquela medalha de prata vinda sem qualquer apoio, a CBF prometeu maravilhas para o desenvolvimento do esporte feminino, torneios e tudo o mais. Criou uma mísera Copa do Brasil, um torneio de curta duração que só serve para se dizer que existe, e “esqueceu” do resto. Se as meninas conseguirem o lugar mais alto do pódio na campanha que começa amanhã contra a Alemanha, será uma conquista solitária delas, sem méritos da Confederação.

Agradecimento a João Renato Alves pela contribuição com informações.

2 comentários:

Leonardo Botti disse...

Muito bom esse post. Fiz um link pra ele no meu blog. Abs!

Leonardo
blog Comancheiro Futebol Chope(http://comancheiro.blogspot.com)

Ronaldo Russo disse...

Ótima pesquisa e excelente post. São informações raras. Salvo engano, nem o site do COI as disponibiliza