quarta-feira, 23 de julho de 2008

O triunfo que Carvalho não tinha

Em 2006, após uma histórica conquista da Libertadores, o Inter se desfazia de parte da espinha dorsal da equipe. Saíam Jorge Wagner, o lateral/meia fundamental para o lado esquerdo; Tinga, o motor do time; Bolívar, a revelação da competição e o matador Rafael Sóbis. E quem veio? De válido, apenas o colombiano Vargas, que pouco jogou, mas foi fundamental para a conquista do Mundial de Clubes FIFA e a promoção do então menino Alexandre Pato.

Fernando Carvalho presidiu o Inter de 2002 a 2006, do fundo do poço ao topo do mundo. Além de aplicar um modelo de gestão então inédito a grandes clubes do Brasil (por acresentar, hoje muito utilizado), ele montou grandes times. Mas não aproveitava a "janela" de agosto e não reparava as vendas desse período.

Vitório Píffero, então vice de futebol, assumiu a presidência do clube com a responsabilidade de manter o colorado em alta. E fracassou. Não reforçou o time para a Toyota Libertadores, dispensou Abelão, Gabiru, Michel, Ediglê e Hidalgo para trazer Alexandre Gallo, Adriano e Douglão. O Inter ia de mal a pior no Brasileirão e as coisas só se ajeitaram após a janela, quando Píffero inclui no elenco Guiña, Magrão e Nilmar, além do retorno de Abel.

Fernandão, no pior momento da atual gestão

A temporada começa mais cedo em 2008 para o Clube do Povo, Dubai e etc. Vem o Gauchão, o 8 X 1, saem Abel, Pedro Iarley e Fernandão. Vem Tite, o time está em alta. E chegamos às beiras em agosto. Quem sai? Certamente Alex Raphael, e talvez Guiña e Edinho. E quem vem? Simplesmente D'Alessandro, G.Nery, Rosinei e de volta, Bolívar!

Na teoria, reforços de primeira linha, além de mercado. Torçamos para o maior triunfo de Píffero se concretizar (de novo).

Um comentário:

guilherme bender disse...

ae colorado! parabéns pelo texto

guilherme