domingo, 14 de junho de 2009

Derramar sangue não valeu vitória (desta vez)

Colaboração especial de Mírian Socal Barradas
(texto e fotos)

ALEGRETE - Domingo de feriadão, sol e temperatura agradável na 3ª capital farroupilha. Um belo cenário para a peleia entre o anfitrião Flamengo, lutando para sair da lanterna da chave 6, e o farroupilhense Brasil, então em terceiro lugar na chave. Com Marcão, Diogo, Maikel, Robinho, Fábio, Diego, Alisson Baiano, Rodrigo Gasolina, Tiagão, Daivid e Fábio Kulman, comandados por Ciro Leães, vinha o Flamenguinho, tentando aproveitar o fator local para conquistar sua primeira vitória na segunda fase. Quando o Brasil, com Marco, Rogerinho, Thiago Martins, Luther, Jean, Diego Borges, Sandro Fraga, Diógenes, Marcio Silveira, Eliomar e Gavião, entra em campo no Estádio Farroupilha, percebem-se, ademais dos clássicos gritos e xingamentos da torcida local, consideráveis aplausos ao time da serra. No entanto, tal amigável recepção é, naturalmente, logo posta de lado. Começava assim o confronto, com o pontapé inicial rubro-negro.

O primeiro lance metido a perigoso do time da casa surge já aos primeiros minutos de partida, quando Alisson Baiano cobra falta direto para Fábio que, entretanto, cabeceia para fora. Não tão perigosa foi a cobrança de Diego – vulgo Mortadela -, não assustando o goleiro Marco, que agarrou a pelota com tranqüilidade.

A narração da rádio farroupilhense que escuto das confortáveis cadeiras dos pavilhões começa a reclamar de excesso de faltas a favor do time da casa – “só encostar que dá falta” - e de descritério do juiz. Também a torcida flamenguista começa a protestar: primeiro, quando a organizada atrás do gol de Marcão solta foguetes; depois, quando Alisson Baiano sofre violenta falta; e, ainda, quando Diego tenta propiciar um espetáculo de dribles mas só consegue perder a bola.

Então, a partida resume-se a chutões pra frente. As (escassas) oportunidades de gol vêm de bola parada – vide a falta na intermediária, favorável ao visitante, bisonhamente cobrada por Diógenes, e o próprio gol do Flamengo, autoria, de pênalti, de Fábio Kulman. Ainda nesse lance, Thiago Martins acaba recebendo cartão amarelo por reclamação.

Contudo, após sofrer o gol, o Brasil começa a oferecer perigo, como na falta lateral cobrada por Diógenes direto no canto esquerdo do gol de Marcão e – também Diógenes – sofre a falta a um metro da meia-lua, o que se converte em uma grande defesa do goleiro da casa. As chances do Flamengo rareiam, sendo, provavelmente, o contra-ataque formado por Diego que, porém, vai parar tranqüilamente nas mãos de Marco, o melhor lance do time da casa a essa altura da partida. Assim, ao som da TO rubro-negra tocando Ana Júlia e Brasília Amarela – além do INFALTÁVEL Canto Alegretense – termina o primeiro tempo.
O que mais tivemos na partida: entreveros

A segunda etapa já começa pegando fogo (ui!). Logo no primeiro minuto, Tiagão dá um soco em Jean – chamado pelo senhor ao meu lado de “avestruz” - e é expulso, com todo o entrevero que a ocasião pede. Com um a menos, a equipe alegretense começa a se fechar e ter medo de ir ao ataque, levando um gol – anulado por impedimento – de autoria de Diógenes. E ainda, nesse ponto do jogo, preciso me preocupar com o piá ao lado xeretando minhas, admito, esquisitas anotações. Porém, tanto eu quanto ele acabamos nos distraindo com mais uma embolação dentro de campo: Sandro Fraga havia acotovelado Fábio Kulman na boca. Sangue! Era o que faltava para ser um jogo completo de Segundona. Assim, entra Leandrinho para substituir o agredido.

A retranca do Flamengo começa a surtir efeito – negativo, obviamente. Aos vinte-e-poucos-minutos do segundo tempo, Gavião marca para o time visitante, levando o narrador da rádio farroupilhense atrás de mim ao delírio e a torcida flamenguista a muitas reclamações. Depois, o jogo começa a esfriar novamente: mais uma vez, as melhores chances vieram de bola parada – Fábio chuta com força no meio do gol do Brasil; sem impedir, no entanto, que Marco espalme para fora. Alisson Baiano cobra uma na barreira. Após escanteio cobrado pelo mesmo Alisson Baiano, Fábio chuta pra fora.

Assim, após um jogo repleto de passes errados e de poucos lances realmente perigosos, o Brasil comemora o empate fora de casa; já o Flamengo amarga seu segundo empate na segunda fase, sua ausência de vitórias e a desesperança quanto à classificação à próxima fase. A torcida flamenguista busca explicações – que, dessa vez, não podem passar sequer perto do terreno da arbitragem.

3 comentários:

Maurício Brum disse...

El loco Diógenes eterno.

Simo disse...

Mas que Barbaridade!

Elisa disse...

Vamo Vamo Mengoooo!! Flamenguinho subirá ano que vem, EU ACREDITO!